Ter coragem não é não sentir medo

Esse conto é realmente real e aconteceu na minha casa

 

Fui para cama muito cansada depois de um dia cheio. 
A cama parecia ter espinhos, era tanto cansaço que não conseguia descansar, e nessas horas que bate a insônia geralmente a mente se ocupa de lembranças.
Dessas várias lembranças me peguei muitas noites pensando na mesma coisa, sentindo saudade, muitas saudades de minha quase neta, pois meu filho havia se casado com uma moça que já tinha uma filhinha. Muito linda e carismática, me afeiçoei muito a ela, um ano depois minha nora engravidou novamente e ao sexto mês, infelizmente, veio a falecer com a maldita gripe A, levando com ela minha primeira neta biológica. 
Inconformada com a morte de uma jovem de 19 anos, na flor da idade, começando uma vida, geralmente me perdia em pensamentos durante a madrugada. 
Comentei com algumas pessoas essa minha dificuldade de conformação e alguém me disse. 
Isso faz mau pra ela, precisa descansar, você tem que rezar muito por ela. 
Fiquei com isso na minha cabeça por muitos dias e toda noite era quase a mesma coisa. 
E numa dessas noite, completamente sozinha em minha casa durante a madrugada, ouvi alguém bater na porta. 
– Quem será a essas horas. Pensei. 
Não havia ninguém na porta, então voltei para cama, quase tranquila ainda. 
Outra vez, mas a batida era na porta do meu quarto. 
– O que será isso, quem está aí? Tem alguém aí? 
Fiquei dentro do quarto um silêncio se fez por quase meia hora e pensei: 
– Meu Deus eu tô ficando alucinada com essa coisa de ficar acordada a noite pensando no que não devo. 
De repente, de novo, a porta, levantei cheia de coragem e abri a porta. 
Nada, não havia ninguém. 
Voltei para o quarto, mais uns minutos se passaram e eu dei um salto da cama, o barulho foi mais alto desta vez. 

– Meu Deus tem alguém dentro desta casa. O que vou fazer, não tenho nada aqui para me proteger? 
Desta vez fiquei com a luz do quarto acesa, não tinha mais como duvidar, tinha alguém além de mim dentro da casa. 
Me enchi de coragem, peguei o ferro de passar, no guarda roupas e usei como arma direcionando seu bico para frente e saí pé por pé, a medida que ia adentrando as peças da casa ia acendendo as luzes. 
Nada, nada e nem ninguém, olhei dentro dos armários, embaixo das camas, atrás das poltronas, fiz uma verdadeira busca e acabei sentada sem entender nada. 
Foi aí que o medo começou a me chamar e dizer: 
Tem alguém dentro desta casa, só que não é visível a mim. 
De repente… parece até piada saiu correndo na minha frente um RATO, sério e não era filhote. 
Fiquei um tempo em cima do sofá, rindo da minha própria cara e o danadinho ali.
Fiquei de plantão, como eu poderia dormir com um rato dentro de casa depois de tê-lo visto ali? 
Eram 07:00 horas da manhã e ele ainda estava debaixo do sofá. 
Comecei então a tirar as coisas, arrastar sofá, guarda roupa e o danadinho parecia estar brincando comigo, descobri coisas sobre ratos que eu não sabia. 
Ele deu alguns saltos mortais tentando fugir de mim, escalou as paredes, fez malabarismo na antena da TV e no fio dela, descansou por mais de 10 minutos contados no relógio sobre a moldura de um quadro na parede. Mas seu lugar preferido era atrás do guarda roupas, empurrei tanto para lá e para cá que cheguei a danificar o móvel. Cansei, Chamei minha cunhada e disse: 
Quero te mostrar uma coisa impressionante, ela chamou seu filho para ver e aí então veio um outro sobrinho, eramos então 4 pessoas dentro daquele quarto atrás de um ratinho. Falando asim parece até covardia, mas levamos mais de 04:00 horas para capturar o pestinha, na verdade acho que ele estava realmente brincando por que depois de tantos berros, daqueles de doer a garganta eu já nem sentia mais medo, nem nojo, nada, só achava engraçado. 
Até que armei pra ele uma cilada e o pesquei numa cortina de renda, depois de muitas tentativas. 
Finalmente, enrolado no pano levei-o pra rua para por dentro de uma caixa de papelão. 
Pensei até que tivesse fugido outra vez, mas não, ele se esforçou tanto que quando o desenrolei, estava morto. Deve ter tido uma parada respiratória. Tadinho. 
Então eu o enterrei. 

Moral da história: 

Nem tudo é o que pensamos e nem como pensamos e o medo com certeza é o nosso pior aliado.. 
Ter coragem, não é não sentir medo, 
é vencer o medo. e seguir em frente.

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Ser feliz

passeio Morro da cruz

Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro de terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo se não existirem grandes fatos. É rir de suas próprias tolices. É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções. É ter amigos para repartir as lágrimas e dividir as alegrias. É ser um amigo do dia e um amante do sono. É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida

Aquerela do sul

autor Dilson Ribeiro
Fotos Dulciléa Souza da Silva
No sul uma linda aquarela, variedades de beleza que a natureza pintou.
Arte prisioneira, por escursões estrangeiras que se deslumbram ao chegar.
Quem comtempla esse quadro esquece de onde veio e nuna mais quer voltar.

Por isso eu peço nesse festival de melodias, consolidação e alegria cuja intensão é integrar.
Por favor artista dessa tela, cuide então bastante dela,
Não deixe a pintura desbotar.

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Neorose de guerra

Neorose de guerra
autor: Dilson Ribeiro

Nesse silêncio eu ouço o murmúrio gemido do vento que tráz pra mim o retrato amargo e sangrento do tempo.
Esse silêncio que faz meu égo ir até o passado, é como se fora um teclado, acendendo essa chama dentro do meu ser. É como uma voz de comando, um chamado, um asceno e o infortúneo dos bravos que estiveram lá sem querer.
Quantas noites passei sem dormir pra não ter pesadelos… quantas vezes perambulei por aí em delírio atirando e gritando em altos apêlos, eu não quero matar, eu não quero morrer…
Se assim tem que ser, resta então escrever este triste poema, transformar em canção com intensão de protesto a um mundo de paz.
Escreverei mais, muito mais, livros e livros, pra que essa neorose agarrada comigo encontre a bonança nas almas perversas, pra que uma das tantas palavras impressas fique esquecida da mente da massa, pra que o tempo sepulte para sempre o holocausto que mata.

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Estou participando do concurso Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea concorrendo com meu Livro “O que será do amanhã?” ( livro já lançado) que tem como objetivo mostrar o verdadeiro sentimento de um coodependente. Nesta primeira fase é necessário votar na capa e na sinopse de cada livro. http://premio.clubedeautores.com.br/web/site_premio/votar.php?id=20104

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Pássaro de Fogo

Pássaro De Fogo
Paula Fernandes

como a primeira vez
Vai se entregar pra mim
como a primeira vez
vai delirar de amor
sentir o meu calor
vai me pertencer
sou pássaro de fogo
que canta ao teu ouvido
vou ganhar esse jogo
te amando feito louco
quero o teu amor bandido
minha alma viajante
coração independente
por você corre perigo
To a fim dos teus segredos
de tirar o teu sossego
ser bem mais que um amigo.
não diga que não
não negue a você
um novo amor uma nova paixão
diz pra mim
tão longe do chão, serei os teus pés
nas asas do sonho, rumo ao teu coração
permita sentir, se entrega pra mim
cavalgue em meu corpo, oh, minha
eterna paixão
( repete no final
)

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